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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Taguspark - parte 2

À pergunta feita aqui a questionar o que fariam os administradores do Taguspark, tem resposta relativamente a um deles:

Vítor Tavares de Castro é administrador da Taguspark e em Junho de 2009 escreveu a Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras (accionista do parque tecnológico)  uma extensa carta onde denunciava vários factos que considerava suspeitos ou indiciários de má gestão. Citava como exemplo os 460 mil euros em honorários pagos à PLMJ - o escritório de José Miguel Júdice - no âmbito de protocolos entre a Taguspark, a Universidade Técnica de Lisboa e a INESC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores) "cujo âmbito não me foi dado conhecimento", queixa-se Vítor Castro.
Na mesma carta, o administrador diz que já foram pagos 300 mil euros para de um total de 650 mil para mudar a sinalização da Taguspark, e "o fornecimento ainda não ocorreu". O piloto de automóveis, Tiago Monteiro, recebeu 225 mil euros de patrocínios para dar a voz e a cara pelo parque, mas "não houve quaisquer contrapartidas". 
Por fim foram pagos 130 mil euros para mudar o sistema informático de informação e gestão do parque que ainda não está a funcionar.
(Retirado do Expresso)

Parece que não administra, pois são tomadas decisões de centenas de milhares de euros sem o seu aval, mas pelo menos denuncia os diversos casos que lhe aparentam ser irregulares.

 Fica a dúvida é se Isaltino Morais será a pessoa indicada para denunciar este tipo de práticas.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Taguspark, ou o que fazem administradores de empresas públicas

O Taguspark é o maior parque tecnológico do país, de capitais maioritariamente públicos.
Contratou o Luís Figo por 750 mil euros para uma campanha até agora inexistente e incompreensível: o que se ganha em associar um futebolista a um parque tecnológico?
Muito se falou sobre isto.

Mas, independentemente das motivações, há já um facto muito concreto de algo que está profundamente errado.

O presidente do conselho de administração do Taguspark, Matos Ferreira, afirma que desconhecia totalmente a existência do contrato:
"Não sei quando é que essa campanha foi decidida, mas ela nunca foi discutida nas reuniões do conselho da administração."

Pergunta-se: de que serve um conselho de administração se não está a par de uma  campanha, em que apenas o contrato com um dos intervenientes custa 750 mil euros? Depois há que somar todo o trabalho de realização, filmagens, divulgação, entre outros.

Das duas uma:
1 - Não há a obrigação dos administradores da empresa terem conhecimento dos negócios deste valor que são feitos pelos seus funcionários em nome desta. Assim, pergunta-se: para que servem estes administradores, provavelmente pagos a peso de ouro?

2 - Há essa obrigação legal dos administradores terem conhecimento e aprovarem o negócio. Se assim é, claramente quem assinou o contrato cometeu uma ilegalidade e deve responder por isso.


Independentemente das suspeitas de que este contrato foi uma retribuição do apoio de Figo ao Sócrates, estes factos, por si só, deviam ter consequências políticas e legais.

Notícia das declarações da edição do Expresso de 20 de Fevereiro de 2010.

Textos publicados até ao momento

  • Taguspark - parte 2
  • Propostas concretas: quem pega nelas?
  • Abaixo de zero no combate à corrupção
  • A amizade vale ouro
  • Taguspark, ou o que fazem administradores de empresas públicas
  • As regras que fazemos são para os outros
  • "Gama espera medidas concretas de combate à corrupção até Junho"
  • Ricardo Rodrigues, o rosto do PS de combate à corrupção
  • Fingir que se quer combater a corrupção?
  • Corrupção sim, precipitação não!
  • A história de Isaltino
  • Cronologia de um golpe
  • Condenações ajudam a progredir na carreira?
  • Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC)
  • A corrupção não existe em Portugal
  • Imunidade a multas
  • Lista de deputados do PSD: a passividade face à corrupção continua
  • Negócio ruinoso para o Estado, negócio milionário para outros
  • Direitos de deputados ou privilégios de quem legisla para si próprio?
  • Acumulação de salários
  • Opinião
  • Iniciativa positiva pela transparência em Portugal
  • Gebalis: 5 milhões de euros pagos por nós para três pessoas os gastarem em uso pessoal?
  • Condenação
  • ? Qualificações: saber fotocopiar e ter um irmão deputado. Salário: 20 mil euros mensais ?
  • O combate à corrupção em Portugal
  • Reais rendimentos vs Salários declarados
  • Nomeações para a Galp
  • Competências relavantes para o cargo: amigo e do partido do Governo
  • Estado paga a advogados para defender pessoas que o Estado acusa de terem usado indevidamente dinheiro do Estado
  • Missão da acção social da Câmara de Lisboa: dar casa a quem não precisa, para além de já lhes pagar o salário
  • A corrupção, mesmo quando provada e condenada, compensa
  • 1999, Viagens fantasma
  • Manifesto